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21 de outubro de 2017
Meninas atuam como vereadoras na Câmara.

Meninas atuam como vereadoras na Câmara

 

Segurança em escolas e paradas de ônibus na Região Metropolitana de São Luís, melhor atendimento em unidades básicas de saúde do sistema público, escola pública de qualidade, igualdade de diretos a meninos e meninas, garantia de creches nos bairros, combate ao bulling, dentre outros, foram defendidos pelas meninas na tarde desta terça-feira, 10, em sessão simbólica em que atuaram como vereadoras na Câmara de São Luís. O evento foi proposto pelo vereador Ricardo Diniz (PCdoB), em comemoração ao 11 de outubro, Dia Municipal das Meninas, lei que criou em 2014, cuja data também é internacional.

As adolescentes, que compareceram à sessão especial simbólica, participam de um dos projetos de assistência social da PLAN Internacional, cujos técnicos da instituição acompanharam o grupo à Câmara. As meninas participaram do evento atuando como vereadoras durante uma sessão ordinária. Além de Ricardo, também participaram da sessão os vereadores Nato Junior (PP) e Genival Alves (PRTB) e a coordenadora de políticas para as mulheres da Prefeitura de São Luís, Vania Albuquerque.

Ricardo Diniz, ao usar a tribuna, ressaltou aquele momento como de grande felicidade pessoal ao ouvir os pleitos de jovens estudantes de escolas públicas da periferia de São Luís e da Região Metropolitana. Ele relatou que quando criança e até se formar administrador de empresas experimentou muitas dificuldades como menino filho de costureira que, como tal, o ajudou até a formação, momento em que ela o lembrou: “Olhas, até aqui foi comigo, agora, daqui pra frente, é contigo”.

VOZ ÀS MENINAS

As adolescentes, algumas da zona rural, como Jenifer Cardozo (Vila Colier), Luana Souza (Estiva), Valéria Diniz (Roseana Sarney/São José de Ribamar), dentre outras, reclamaram por creches nos bairros, infraestrutura viária nas comunidades, iluminação pública. Elas também denunciaram abusos sexuais por parte de meninos ou jovens, exigiram camisinhas próprias para mulheres nas unidades básicas de saúde da rede pública e ressaltaram a carência de policiamento efetivo nos bairros. De mesmo modo, reclamaram por educação pública de qualidade e por combate ao bulling e muitas outras necessidades que são previstas como direitos em lei, mas que o poder público não oferta.

O vereador Ricardo Diniz explicou às meninas que as sessões ordinárias estão divididas em Pequeno Expediente, em que se aprovam atas e relatam múltiplos assuntos da tribuna, por tempo limitado; Ordem do Dia, quando se votam projetos de lei, requerimentos, moções e indicações; Grande Expediente, quando o vereador possui tempo para relatar e debater, da tribuna e de suas mesas, com aparte de colegas, temas diversos; e, por fim, o Encerramento, momento em que não há mais nada a tratar.

Vania Albuquerque usou da palavra para dizer às adolescentes vereadoras que recolheu muitas das reivindicações para servir de base à formulação de políticas públicas da Prefeitura. Josiane Ferreira, multiplicadora da PLAN, corroborou com as reivindicações das meninas e esclareceu melhor alguns argumentos descontínuos esboçados pelas jovens.

Texto: Cícero da Hora

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